O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, levou para a
prisão a expertise que adquiriu enquanto comandava o esquema da máfia
dos caça-níqueis, que movimentou R$ 84 milhões, segundo a Operação Monte
Carlo, da Polícia Federal. O bicheiro é apontado como líder informal
dos detentos da Penitenciária da Papuda. Lá, ele centraliza queixas
contra a direção e os agentes, declama direitos humanos e se faz, às
vezes, de assistente social de presos e de seus familiares. Cachoeira,
hoje 16 quilos mais magro, ocupa sozinho uma cela. No início da prisão,
ele chegou a dividir o espaço com outros presos da operação, mas, nove
meses depois, apenas ele e Gleyb Ferreira da Cruz permanecem
encarcerados. Tido como arrogante na carceragem, Carlos Ramos ainda
resiste em abaixar a cabeça para os agentes e autoridades e responde a
processos internos por desacato. Com informações do jornal Estado de S.
Paulo.