3 de julho de 2012

Dois de Julho: Wagner enfrenta protestos e diz que isso “é normal em ano eleitoral”

Por: Amanda Barboza

Muito mais do que uma comemoração pela independência do Brasil e da Bahia. O cortejo do Dois de Julho deste ano contou com um quê especial: o gosto amargo de uma greve dos professores da rede estadual de ensino, que já passa dos 80 dias. O governador Jaques Wagner participou da cerimônia em homenagem ao general Pedro Labatut, que liderou as tropas na disputa pela independência, ao lado do vice-governador Otto Alencar e da presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, Consuelo Ponde. Em seguida, fez o cortejo ao lado da esposa Fátima Mendonça, de companheiros de partido e aliados, ao som de inúmeras vaias.

Em conversa rápida com o Política Livre durante o cortejo, o governador afirmou que é natural que protestos aconteçam em ano eleitoral, mas que isso nada interfere no próximo pleito. “Isso é normal na vida pública e já era previsto. Eles [os professores] estão num momento de reivindicação. Na hora da eleição, o povo vai saber diferenciar o que é melhor para a cidade”, afirmou o governador, que apoia a candidatura do deputado federal Nelson Pelegrino (PT).

Sobre o desgaste político que está enfrentando por conta do impasse diante da greve, o governador preferiu minimizar: disse que não há desgaste e lembrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) conta com 82% de aprovação, mesmo com uma greve dos professores de universidades federais. Mesmo com a blindagem feita para impedir que os manifestantes chegassem perto do governador, não foi possível abafar os protestos da população que, das sacadas, dispararam palavras como “traidor”, o que deixou Wagner visivelmente constrangido diante do público.
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