A continuidade do impasse entre o governo baiano e os professores da rede estadual de ensino, que decidiram manter a greve da categoria em assembleia realizada nesta sexta-feira (13),
aumentou a aflição dos alunos que cursam o 3º ano do Ensino Médio e
prestarão vestibular ainda este ano. Com os 95 dias de paralisação, a
tendência é que as aulas se estendam até o período de matrícula das
principais instituições do país, o que impõe obstáculos aos estudantes,
já que a entrada na faculdade está condicionada à apresentação do
comprovante de conclusão do ensino médio. Para garantir uma vaga no
ensino superior, a saída dos alunos deve ser recorrer à Justiça. Segundo
o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA), Saul
Quadros, os estudantes aprovados no vestibular e impedidos de efetuar a
matrícula por causa da falta do documento podem ingressar com um mandado
de segurança, em uma ação coletiva ou individual. “É fato público e
notório que os estudantes estão tendo grande prejuízo com esta
paralisação, portanto, por meio deste recurso, eles podem garantir a
vaga”, afirmou em entrevista ao jornal A Tarde. A ação judicial,
entretanto, geraria um custo às famílias de pelo menos R$ 2 mil, segundo
tabela da OAB.